Como seria se tivéssemos que trabalhar até os 100 anos?

O aumento da expectativa de vida nos aproxima desta possibilidade

imagine um cenário em que a aposentadoria ocorre aos 100 anos e explore as implicações sociais, econômicas e individuais desse contexto.

No Brasil, 12,1% da população, ou seja, quase 25 milhões de pessoas, têm mais de 60 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Muitos de nós pensamos em nos aposentar um dia e usufruir os benefícios dessa fase, como viajar com mais frequência, ficar mais tempo com a família, descansar e fazer coisas que não pudemos quando mais jovens, enquanto trabalhávamos.

Porém, a estimativa de vida da população mundial vem aumentando consideravelmente nos últimos anos, e essas pessoas, que antes se aposentavam a partir dos 65 anos, se veem hoje com disposição, energia e talento de sobra para trabalhar por mais tempo.

Outro fator que faz os mais velhos buscarem trabalho é o financeiro. Muitos não conseguem manter a casa, realizar desejos e pagar planos de saúde com o que ganham de aposentadoria.

Mas como inserir pessoas mais experientes no mercado de trabalho? Eles realmente estão aptos para trabalhar por muito mais tempo?

Pensando na primeira pergunta, não somente de empresas vive o mercado de trabalho. As possibilidades de atuação para quem já tem muita experiência e ainda carrega uma boa disposição são muitas: Anthony Mancinelli tem cortado cabelos há 95 anos (ele começou em 1923, aos 12 anos), o atleta Stanislaw Kowalski quebrou o recorde mundial por correr cem metros aos 104 anos, e ainda há estrelas de redes sociais, como o YouTube, entre elas Mastanamma, uma bisavó de 107 anos que ensina milhões de seguidores a preparar refeições caseiras e saborosas.

Há também a possibilidade de o idoso se tornar empreendedor, criar seu próprio negócio e ainda empregar outros idosos em sua empresa.

Um fator que conta pontos para os mais velhos é a experiência. Por terem vivido muito mais tempo, com pessoas de diferentes personalidades e com a cultura em constante evolução, os idosos tendem a ser mais flexíveis e comunicativos, apresentam ideias que muitas vezes as empresas se esquecem de considerar e resolvem conflitos com mais facilidade.

O que percebemos é que as pessoas querem continuar contribuindo com a sociedade e que as empresas devem estar de olho nesses profissionais, sabendo como recolocá-los e como utilizar sua experiência da melhor forma possível.

Outro ponto positivo sobre os mais velhos: eles estão mais saudáveis! Um estudo recente descobriu que eles tendem a sofrer menos doenças do que pessoas 20 anos mais jovens. Segundo o pesquisador John Upham, pneumologista da Universidade de Queensland, isso acontece graças à memória imunológica.

Porém, nem tudo são flores. Sofremos um grave problema cultural, pensamos que pessoas mais velhas não são aptas e que já não são tão boas e preparadas como os mais jovens. Além disso, algumas empresas enxergam os profissionais mais velhos como ameaças aos mais jovens e tendem a não contratá-los.

Trabalhar por muito tempo, principalmente já estando aposentado, pode não ser a ideia que muitos têm, porém o que vemos é que muitas pessoas não querem ficar em casa e descansar. Elas se sentem úteis e preparadas para assumir novos desafios e acreditam em seu potencial.

Percebemos que o futuro tende a mudar muito e nós, como sociedade, devemos considerar todo e qualquer tipo de movimento de busca de espaço no mercado de trabalho, independentemente da idade e das pretensões de cada um.

Fontes:
» E se tivermos que trabalhar até os 100 anos? Veja como pode ser o mercado de trabalho dos centenários
» Idosos de São Carlos e Araraquara mostram que idade não é barreira para trabalhar e se manter ativo

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